sábado, fevereiro 18, 2006

"Covilhã Cidade Neve"

Uma breve homenagem à minha cidade...


Covilhã cidade neve
Fiandeira alegre e contente
És o gesto que descreve
O passado heróico e valente


És das beiras a rainha
O teu nome é nome de povo
És um beiral de andorinha
Covilhã tu és sangue novo

De manhã quando te levantas
Que briosa vais para o tear
E os hermínios que tu encantas
Vestem lã para te namorar

E o pastor nos montes vagueia
Dorme à noite em lençol de neve
Ao serão teces longa teia
Ao teu bem que de longe te escreve

Covilhã cidade flor
Corpo agreste de cantaria
Em ti mora o meu amor
E em ti nasce o novo dia

Covilhã és linda terra
És qual roca bailando ao vento
Em ti aura quando neva
Covilhã tu és novo tempo

De manhã quando te levantas
Que briosa vais para o tear
E os hermínios que tu encantas
Vestem lã para te namorar

E o pastor nos montes vagueia
Dorme à noite em lençol de neve
Ao serão teces longa teia
Ao teu bem que de longe te escreve.


1970
by Nóbrega E Sousa/Joaquim P. Gonçalves
cantada por Amália Rodrigues

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Falta um dia!

Atenção!
Falta um dia, apenas um, para o concerto dos Depeche Mode. E eu, EU, vou lá estar (espero não ser atropelada, envenenada ou outras coisas terminadas em "ada" até lá)!!
Não é uma daquelas bandas que eu sempre sonhei ir ver. É das que eu gostava muito (e não deixei de gostar) e que, quando me apercebo, ficaram. Assinalam um tempo, uma época, uma fase... Inconscientemente estão marcadas e na primeira oportunidade... tcharan, aí vou eu.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Estejamos vivos!

Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê, quem não ouve música,
quem destrói o seu amor próprio,
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is"
a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante,
desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo
exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!

Pablo Neruda

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Garanhota?!

Mais tarde ou mais cedo iria acontecer. Foi agora... Cá está o meu blog!!!!

Para quem me conhece o nome não é surpresa. Há muito que sou a garanhota. O que muitos não saberão é de onde vem este nome. Pois bem, aqui fica a explicação:
Quando era criança chamava garanhotos aos borbotos, sim aqueles pequenos pedaços de pêlo que se formam nas camisolas de lã. Vai daí, Lanzuda que se preze não passa sem o seu garanhoto, neste caso garanhota!

Não sei como vou alimentar este blog, se bem se mal. Se vai ser gordo, elegante ou trinca-espinhas. A ver vamos...

Sejam bem vindos!